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Aumento de cesarianas preocupa especialistas


 

Cerca de 52% dos nascimentos em hospitais brasileiros, públicos e privados, são feitos por cesarianas – estimativa bastante superior aos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É o que revelou pesquisa divulgada no último dia 29 e realizada entre 2011 e 2012 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde (MS).

Enquanto na rede pública o índice de partos com cirurgia está próximo de 40%, nos hospitais particulares esse número chega a 88%. A professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia e chefe do colegiado do curso de Medicina da UFMG, Alamanda Kfoury, indica possíveis causas para o quadro atual: “Acompanhar um trabalho de parto vai demandar de oito a 12 horas de um profissional, ao passo que na cesariana em uma hora é resolvida a situação. Todo esse contexto socioeconômico e estrutural também desvia a mulher do foco do parto normal”, afirma.

Além da maior “praticidade” da cesárea, algumas mulheres conhecem mitos associados ao parto normal, que vão desde dores que beiram o insuportável ao comprometimento da vida sexual, uma vez que a vagina ficaria mais relaxada. Segundo Alamanda Kfoury, tais condições são evitadas com um trabalho de parto de qualidade. “Nós temos anestesias e outros recursos de alívio da dor. Além disso, a assistência ao parto pode proteger o períneo da mulher de uma laceração. Se você tem um parto bem assistido, não precisa ter esse medo”, garante.

Para o médico do Hospital das Clínicas da UFMG e consultor do MS na área materno- infantil, Lucas Barbosa, a cesariana é uma cirurgia como outra qualquer, que não deve ser realizada à revelia, somente em casos em que o trabalho de parto possa comprometer a saúde da mãe ou do bebê: “O procedimento não deve ser feito em mulheres saudáveis com gravidez de baixo risco, como tem ocorrido no Brasil. Deve haver a consciência de que o bebê que nasce de parto normal nasce mais fortalecido do que por cesariana”.

“É uma cirurgia salvadora para situações de gestação patológica e dificuldade de passagem do feto no nascimento”, acrescenta Barbosa, ao ponderar que a cesariana também tem esse caráter de resgate e que já salvou a vida de muitas mulheres nessas condições.

Fonte: http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=40221

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