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Idícios afirmam que copiloto da Germanwings teria derrubado avião de propósito


 

A queda, que matou 150 passageiros, teria sido suicídio. Tragédia alerta sobre questões de saúde mental na aviação
 

Andreas Lubitz, o copiloto do avião da Germanwings 
Andreas Lubitz, copiloto do avião da Germanwings.


Imagem dos destroços do avião.

O copiloto do avião que caiu nos Alpes franceses na última terça-feira acionou de maneira deliberada o comando para a descida do avião, impediu o comandante de voltar à cabine e estava vivo no momento final da queda do voo GWI 9525 com 150 pessoas a bordo. Esta é a explicação dada na manhã de quarta-feira pelo promotor de Marselha Brice Robin, que coordena as investigações sobre o caso.

Da gravação recuperada de uma das caixas-pretas é possível deduzir que o copiloto tinha a “vontade de destruir o avião”, disse. 

"Os gritos dos passageiros só são ouvidos no último momento", acrescentou o promotor, que destacou ainda que a morte dos 150 ocupantes do avião foi "instantânea". Segundo o promotor, o copiloto foi quem manipulou e acionou "de forma voluntária" a descida da aeronave. Depois, se escutam chamadas do comandante, pelo interfone, identificando-se, mas sem receber respostas do copiloto. "Sua respiração [a do copiloto], aparenta ser uma respiração normal", acrescentou Robin, para explicar que tudo indica, portanto, que ele estava vivo nos momentos finais que antecedem a queda. O promotor sustentou ainda que "nada permite dizer ainda que se trata de um atentado terrorista".

Na entrevista, Robin também explicou que o comandante "pediu ao copiloto que assumisse o comando" do avião, para que pudesse sair da cabine. Uma vez fechada a porta, o copiloto não pronunciou mais nenhuma palavra. Não respondeu às chamadas do comandante, que batia na porta com insistência e tentava se comunicar com ele do lado de fora, nem respondeu aos controladores de voo, que estranharam a queda de altitude do A320.

O responsável pela investigação explicou que a trajetória seguida pelo avião “não é compatível com um avião controlado pelos pilotos”. Também não bate, acrescentou, “com um avião controlado pelo piloto automático”. Portanto, se o Airbus era manejado conscientemente até o final pelos pilotos em sua queda, algo que não confirmou, só teria seguido essa trajetória no caso de um acidente provocado. 

Os especialistas concordaram na manhã de quarta-feira em trabalhar como potenciais opções “o suicídio ou um ato violento de caráter terrorista”. As últimas notícias sobre esse caso lembram o acidente acorrido em 1999 nos Estados Unidos, quando um avião da EgiptAir caiu no mar com 217 pessoas a bordo. Nessa ocasião, foi aventada a hipótese de um acidente deliberado por parte do comandante.

Citando uma fonte que “teve acesso à gravação de dados” (a caixa preta), a agência France Presse afirmara anteriormente: “No início do voo, se escuta a tripulação falar normalmente. Depois se escuta um ruído de um dos assentos (de um piloto) indo para trás. Uma porta abre e fecha. Ruídos indicam que alguém chama do lado de fora da porta. Não existem conversas até o momento do impacto”.

Por outro lado, ficaria claro que as medidas para proteger o acesso à cabine do avião podem ser um problema. Essas medidas foram estabelecidas após os atentados do 11 de Setembro em Nova York.Todos os aviões devem poder bloquear e blindar a entrada da cabine. O Airbus desenvolveu seu próprio sistema. Se o piloto ou os ocupantes da cabine perdem a consciência, é possível acessá-la do exterior mediante uma chave. Mas se um ou os dois pilotos bloqueiam a porta através de um ferrolho, é impossível entrar. A investigação terá que elucidar se o único piloto que estava na cabine bloqueou, de fato, o sistema para que ninguém pudesse entrar.

Esse fato atenta para uma preocupação antiga dos psicólogos e dos trabalhadores da aviação: a saúde mental da tripulação. Em Dezembro de 2014, foi realizado o I Fórum Amazônico de Psicologia da Aviação, que tratou dessa questão. Na ocasião, o Capitão Aviador Fábio Luís Valentim, Chefe da Seção de Prevenção do SERIPA I disse: "Não é possível dissociar a prevenção de acidentes aeronáuticos da atividade da Psicologia da Aviação, visto que todas as ações no processo permeiam o homem. Da mesma forma, não existe investigação de acidentes sem a figura do profissional de psicologia para levantar a influência do fator humano no evento". 

Fonte1: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/03/26/internacional/1427361510_719172.html
Fonte 2: http://www.pilotopolicial.com.br/cenipa-psicologia-da-aviacao-e-discutida-com-universitarios/

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