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Resultado de PET/CT sai alterado devido a tatuagem e paciente faz cirurgia


 

Na Califórnia, EUA, uma mulher de 32 anos havia sido recentemente diagnosticada com câncer cervical. Em novembro de 2012, seus médicos solicitaram um exame de PET/CT para ver se havia ocorrido alguma metástase. O resultado do exame de imagem mostrou que, além do tumor cervical, haviam pontos brilhantes nos linfonodos em sua pelve, sugerindo que o câncer havia se espalhado.

No PET/CT, que combina Tomografia por Emissão de Pósitrons com a Tomografia Computadorizada, é necessário a administração de um traçador radioativo. Geralmente o 2-[F18]-fluoro-2-deoxi-glicose, chamado de FDG, é o traçador utilizado, sendo o Flúor-18 o elemento radioativo e a glicose o composto químico.

Uma pequena quantidade deste açúcar radioativo é injetada no paciente e, após um período de captação, são realizadas as imagens. O PET scan capta os sinais de radiação emitidos pelo Flúor-18 transformando-os em imagens, mostrando os locais onde há presença deste açúcar, demonstrando o metabolismo da glicose.

A grande maioria das células tumorais apresenta utilização acentuada de glicose como fonte de energia, em comparação com as células normais. Então, quando aparecem locais com brilho de intensidade aumentada, é um forte indício que nesse locais há células neoplásicas.

Para tratar o câncer, a mulher fez uma cirurgia para remover seu útero, cérvice, tubas uterinas e os linfonodos pélvicos. Quando os médicos viram o exame anatomopatológico dos linfonodos, viram que, na verdade, as células continham depósitos de tinta de tatuagem. A mulher tinha mais de 14 tatuagens em suas pernas. Essa tinta nos linfonodos fez com que houvessem as alterações no resultado do PET/CT.

Os macrófagos fagocitam o material invasor (a tinta) na tentativa de limpar toda a bagunça inflamatória causada pela agulha. À medida que essas células circulam através do sistema linfático, algumas são carregadas de volta aos linfonodos cheias de tinta enquanto outras permanecem na derme.

No caso dessa paciente, a interferência no exame de imagem não mudou o plano cirúrgico, mas é importante ficar atento para situações como essa, pois um tratamento errado pode ser realizado e mudar a vida do paciente completamente. Exames de imagem podem sofrer muitas interferências e dar resultados falso-positivos em pessoas com tatuagens.

O relato de caso foi publicado em 08 de junho (2015), no jornal Obstetrics and Gynecology.

Fonte: http://www.biomedicinapadrao.com.br/2015/06/essa-mulher-teve-o-resultado-de-petct.html?m=1

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